Não há como se negar: vivemos uma nova era.
Há quem chame apenas de ‘sociedade pós industrial’, ou moderna. Há também quem a chame de ‘era do conhecimento’, ou ‘do saber’.
O que se sabe, porém, é que desde os anos 80 a humanidade entrou em uma época de mudanças radicais nunca vistas antes: se nos séculos passados a mudança radical foi a agricultura, depois a indústria, hoje estamos vivenciando o início da Era da Comunicação / Informação.
Nasce, com ela, um novo modo de viver, de atividade humana, de entendimento humano, comportamento, novas formas de emprego, de rendimentos e, principalmente, uma nova forma de poder.
“O que domina o saber domina o mundo”, COMBLIN, 2006.
Distâncias físicas não são mais limitantes, concepção e percepção de tempo mudaram completamente (e como!), culturas se mesclam mais rapidamente e as formas de comunicação humana surgem e se transformam em uma velocidade assustadora.
A Era da Informação constitui o novo momento histórico em que a base de todas as relações se estabelece através da informação e da sua capacidade de processamento e de geração de conhecimentos. A este fenômeno Castells (1999) denomina “sociedade em rede”, que tem como base principal a apropriação da Internet com seus usos e aspectos incorporados pelo sistema capitalista.
Se antes, por exemplo, a comunicação se dava apenas verbalmente, não-verbalmente e gestualmente, hoje conhecemos a comunicação mediada (o processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores). Ora, se os componentes do processo de comunicação se dão por: o emissor da mensagem, o receptor, a mensagem em si, o canal de propagação, o meio de comunicação, a resposta e o ambiente onde o processo comunicativo acontece; qualquer mudança nestas variáveis tem muito impacto no processo de comunicação como um todo.
“A possibilidade de participação e a exclusão do universo digital, integrando-se ao processamento de dados e à geração de conhecimentos, ou mesmo estando à margem dessa dinâmica, afeta, sobretudo, a relação humana em que a comunicação se faz atuante, perpassando os aspectos antropológico, social e mesmo filosófico. São linguagens, usos, percepções sensoriais, novas identidades formadas e trocas simbólicas que estão emaranhadas em rede, que não descarta nem mesmo o aspecto econômico dentro dessas novas relações. Do ponto de vista da economia, a rede trouxe mudanças profundas à sociedade, redefinindo as categorizações de Divisão Internacional do Trabalho (DIT) entre os países e as economias.” (SIMÕES, 2009)
Dentro da mesma lógica da rede, essa congregação forma uma nova cultura que Lévy denomina de cultura do ciberespaço, ou “cibercultura”:
“O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo “cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (LÉVY, 1999, p.17).
E, dessa forma, não é à toa que estes temas são de grande interesse de estudiosos atuais, sejam eles das áreas das ciências sociais, comunicação, jornalismo, psicologia, marketing, entre vários outros.
“O ciberespaço (que também chamarei de “rede”) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo “cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (LÉVY, 1999, p.17).



