Em entrevista à Brenda Espíndula, Fernanda Távora, jornalista formada pela Escola de Comunicação da UFRJ e integrante do Data Lab, conta como surgiu este projeto de laboratório de dados, quais são seus objetivos, como produzem e visibilizam as narrativas da favela da Maré e explica a relação entre dados e ativismo.
Em parceria com a Escola de Dados e com o Observatório de Favelas, o Data Labe surge em 2015, composto por moradores de territórios populares. Desenvolvem reportagens e pesquisas usando dados públicos abordando temas e realidades invisíveis ao poder público, construindo novas narrativas.
Fernanda reconhece a importância de capacitar os moradores da favela a desenvolverem pesquisas, utilizando dados públicos como forma de registro de vivências e situações de grupos, assim como eles, imperceptíveis aos olhos do restante da sociedade e do governo.
Por isso, além da produção de conteúdo e do monitoramento e geração cidadã de dados, o Data Labe também foca em formação como um de seus pilares. Dessa forma, procuram incentivar pesquisa para dar visibilidade aos lugares e às pessoas que precisam de políticas públicas para alcançarem uma melhor qualidade de vida.
Entrevista realizada em Janeiro de 2018
Conheça o nosso canal no Youtube
Para conferir outras entrevistas realizadas com diversos profissionais, estão disponíveis de forma gratuita em nosso site.
Postagens relacionadas:
- Movimentos sociais e políticos na internet: a utopia tecnológica de Brecht se torna realidade
- Curso de BI para Planners no Rio de Janeiro traz palestras sobre personas, influenciadores e monitoramento para varejo
- Entrevista com Fernanda Alves
- Livro: Fluxos em redes sociotécnicas
- O que condiciona o aparecimento e a circulação de boatos em redes sociais?



